Os conflitos fazem parte das relações familiares. É natural que os pais tenham opiniões diferentes ou atravessem momentos de maior tensão. No entanto, quando as discussões são frequentes, intensas ou envolvem gritos, insultos, ameaças ou desrespeito, podem ter um impacto significativo no bem-estar emocional das crianças.
Mesmo quando parecem não estar a prestar atenção, as crianças percebem a tensão no ambiente familiar. Dependendo da idade e da personalidade, podem reagir de diferentes formas: ansiedade, medo, irritabilidade, tristeza, isolamento, dificuldades de concentração ou alterações no sono e no desempenho escolar.
Quando a criança fica no meio
Uma das situações mais difíceis acontece quando a criança é envolvida diretamente nos conflitos. Pedir-lhe que escolha um lado, transmitir mensagens entre os pais ou ouvir críticas constantes sobre o outro progenitor pode fazê-la sentir que precisa de tomar partido.
É importante que a criança compreenda que os problemas entre os adultos não são responsabilidade sua e que pode manter uma relação de afeto com ambos os pais.
Os conflitos podem ser resolvidos de forma saudável
Não significa que os pais tenham de evitar todas as discussões. As crianças também podem aprender através da forma como os adultos lidam com as diferenças.
Discordar com respeito, ouvir o outro, procurar soluções e reparar depois de um conflito são comportamentos que ajudam a transmitir uma mensagem importante: ter opiniões diferentes não significa deixar de existir respeito e segurança.
Sempre que possível, os pais devem evitar discussões intensas à frente das crianças e criar espaço para conversar com elas quando um conflito as tenha afetado.
Quando procurar ajuda?
Se a criança apresentar alterações persistentes no comportamento, ansiedade, dificuldades escolares, problemas de sono ou sinais de sofrimento emocional, pode ser importante procurar acompanhamento psicológico.
Proteger as crianças dos conflitos dos adultos é também uma forma de cuidar da sua saúde emocional.
