Regresso às aulas: como lidar com a ansiedade e o stress de um novo ano letivo

Publicado em Categorizado como Psicologia Clínica
D.R.
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O regresso às aulas traz consigo novas rotinas, responsabilidades e desafios. Para algumas crianças e adolescentes, esta mudança pode ser acompanhada por ansiedade, preocupação ou stress, especialmente quando existe receio em relação às notas, aos colegas, aos professores ou às novas exigências.

Depois de semanas com horários mais flexíveis, voltar à rotina escolar pode exigir algum tempo de adaptação. Por isso, é importante olhar para estas emoções com atenção e sem as desvalorizar.

Quais são os sinais de ansiedade?

Nem sempre é fácil para uma criança ou adolescente explicar que está ansioso. Algumas alterações de comportamento podem, por isso, funcionar como sinais de alerta:

  • dificuldade em adormecer ou alterações no sono;
  • irritabilidade ou maior sensibilidade;
  • dores de cabeça ou de barriga;
  • preocupação excessiva com a escola;
  • dificuldade de concentração;
  • vontade de evitar situações relacionadas com a escola.

Estes sinais não significam necessariamente que exista um problema de ansiedade. No entanto, quando são persistentes ou interferem com o dia a dia, merecem atenção.

Como tornar o regresso mais tranquilo?

Retomar gradualmente as rotinas: ajustar os horários de sono e de acordar antes do início das aulas pode facilitar a adaptação.

Conversar sobre as preocupações: perguntar o que está a deixar a criança ou o adolescente preocupado permite compreender melhor aquilo que está a sentir.

Evitar a pressão excessiva: o início de um novo ano letivo pode trazer muitas expectativas. É importante transmitir que errar e ter dificuldades faz parte da aprendizagem.

Manter momentos de descanso: mesmo durante o período escolar, deve existir espaço para brincar, estar com amigos, praticar atividade física e fazer atividades de que se gosta.

Quando procurar ajuda?

Alguma ansiedade perante o regresso às aulas é normal. Contudo, quando a preocupação é intensa ou persistente e começa a afetar o sono, a escola, as relações ou o bem-estar, pode ser importante procurar acompanhamento psicológico.

Mais do que tentar eliminar a ansiedade, é importante ajudar crianças e adolescentes a compreender o que estão a sentir e a desenvolver estratégias para lidar com essas emoções.

Um novo ano letivo não começa apenas com uma mochila preparada. Começa também com espaço para cuidar da saúde mental.